Por que o esterco pode queimar suas plantas?

A intenção de colocarmos esterco nas plantas é fornecer nutrientes para elas, mas se adicionamos esterco fresco na terra, é comum vermos as plantas ficando amareladas ou amarronzadas e secando, surgindo a afirmação: “O esterco não curtido queima as plantas”. Na realidade, o que ocorreu com essas plantas é a falta do principal nutriente para as plantas: O Nitrogênio. Sem o nitrogênio, as plantas não conseguem produzir clorofila, ficam amareladas e morrem.

Esterco animal é uma boa opção, mas ele deve estar “curtido”.

Por que falta Nitrogênio na planta?
O problema de plantar junto ao esterco fresco é o fato do esterco possuir uma atividade microbiana muito alta. Essas bactérias e fungos acabam usando quase todo o nitrogênio da terra para crescer, fazendo com que a planta não consiga absorver mais o nitrogênio, que está todo dentro das células desses seres. De forma resumida, podemos entender que o nitrogênio continua lá na terra, mas está de uma forma que as plantas não conseguem utilizar. Como a planta não consegue absorver o nutriente, ela acaba mostrando sinais da deficiência, ficando com folhas amareladas, podendo morrer posteriormente.

Um pouco complicado não? Mas não é essencial entender muito esse conceito.
O importante é entendermos que o processo de “compostagem” busca “curtir” esse esterco, de forma a deixá-lo de forma equilibrada antes de ser aplicado na terra. Ou seja, nesse composto obtido, há a atividade microbiana já está mais estável, não causando prejuízos à planta. Para conhecer mais sobre a compostagem, leia nosso artigo: “O que é compostagem?”. Pelo contrário, quando o composto está equilibrado, ele passa a fornecer aos poucos os nutrientes para as plantas, nos momentos que elas precisam. Além disso, o composto ajuda a melhorar as qualidades da terra onde a planta está.

Fontes de consulta:
http://www.dpv24.iciag.ufu.br/new/dpv24/Apostilas/Apostila%20Ad.%20Organicos%2003.pdf
http://www.esalq.usp.br/cprural/upimg/evento/arq/22.pdf
https://www.ipen.br/biblioteca/cd/ictr/2004/ARQUIVOS%20PDF/01/01-021.pdf
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/Compostagem_000fhc8nfqz02wyiv80efhb2adn37yaw.pdf

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